Estilos de Vinho do Porto, explicados como à mesa
A maioria das pessoas chega a uma prova de Porto a saber duas palavras: ruby e tawny. No fim, normalmente já tem um preferido, e raramente é o que esperava. Esta é a versão curta do que explicamos na Quinta da Levandeira.
Primeiro, o que faz do Porto “Porto”
O Vinho do Porto é um vinho fortificado do Douro. A fermentação é interrompida cedo com a adição de aguardente vínica, o que guarda o açúcar natural das uvas e sobe o álcool para entre 19 e 22% (um pouco menos em alguns estilos mais simples). Tudo o resto, cor, estilo e preço, vem das uvas e sobretudo de quanto tempo o vinho envelhece, e em quê.
As duas famílias: garrafa e madeira
Pensem no Porto em duas grandes famílias. Os Portos do estilo ruby envelhecem sobretudo em grandes tonéis ou na garrafa, com pouco contacto com o ar, por isso mantêm-se vermelhos escuros e frutados. Os do estilo tawny envelhecem em cascos pequenos e velhos, a respirar devagar, por isso ficam cor de âmbar e sabem a frutos secos, nozes e caramelo.
Ruby
Novo, vermelho, cheio de fruta. O Porto do dia a dia. Vai bem com chocolate e queijos fortes.
LBV (Late Bottled Vintage)
Vinho de um só ano, envelhecido quatro a seis anos antes de ser engarrafado. Mais profundidade do que um ruby simples, a um preço justo. Servimos um LBV na Levandeira porque mostra o quanto uns anos a mais mudam um vinho.
Vintage
Só dos melhores anos, que cada casa “declara”. Envelhece pouco tempo em madeira e depois décadas em garrafa. Novo, é potente. Com vinte anos ou mais, é outra coisa. Precisa de ser decantado e bebe-se melhor nos primeiros dias depois de aberto.
Tawny com indicação de idade: 10, 20, 30, 40 anos
Um lote de vinhos envelhecidos em casco, e o número indica o carácter médio, não uma idade exata. Um 10 anos é vivo e lembra frutos secos. Um 20 anos é mais rico. O 30 e o 40 ficam muito concentrados, quase como um licor. Sirvam ligeiramente fresco. Depois de aberta, a garrafa aguenta três ou quatro semanas.
Colheita
Um tawny de um só ano de colheita, envelhecido em madeira pelo menos sete anos. A garrafa indica o ano da colheita e a data de engarrafamento.
Branco e rosé
O Porto branco vai do seco ao doce. Por cá bebe-se muitas vezes fresco ou como Porto tónico: Porto branco, água tónica, gelo, uma rodela de laranja ou um raminho de hortelã. É o que servimos no barco privado do nosso dia Signature. O Porto rosé é mais leve e fica melhor muito fresco.

Regras simples para servir
- Branco: bem fresco, 6–10°C.
- Tawny: ligeiramente fresco, 10–14°C.
- Ruby, LBV e Vintage: um pouco abaixo da temperatura ambiente, 12–16°C.
- Usem um copo de vinho normal, não um cálice minúsculo. O aroma é metade do prazer.
Querem sentir a diferença?
Ler sobre Porto só vos leva até certo ponto. Provar lado a lado um branco, um tawny 10 anos e um LBV, com alguém a explicar o que estão a notar, é a forma mais rápida de saberem do que gostam.
A nossa prova de Porto na Quinta da Levandeira faz exatamente isso: três Portos, 1h30, conduzida por nós. No dia Signature servimos Portos de 20 e 30 anos.
